O que será que acontecerá com o 3 G, para as pessoas isoladas do País? Pense em municípios das ilhas, no Marajó, ou em tantos outros dos interiores dos Estados, no País. Chegará nesses locais, Quando?
Enviei um email à Vivo e eles me responderam que, como sempre, "estão sem previsão de lançamento, mas que em SP e RJ, já funciona". Grande novidade.
O problema é que estamos numa zona amaldiçoada. É só isso. Financeiramente, falando. Você sabe como funciona: operadoras investem milhões numa estrutura para vender a alguém e faturar os mesmos milhões e mais alguns trocados (1 bilhão, por exemplo). Mas se a população é carente e o preço é muito alto, sabe quando eles vão tirar esse dinheiro investido? Nunca.
A lógica é simples: se não tem quem possa pagar (talvez um ou dois gatos pingados) não tem quem convença elas investirem.
As tecnologias que tanto reclamamos para termos alta velocidade na Internet (como as RMAV ou redes metropolitana de alta velocidade) existem. Fibra para interligar os interiores dos Estados tem aos montes. Mas quem pode pagar?
A responsabilidade pela inclusão digital desses municípios quebrados financeiramente é a União. O Governo deve providenciar estrutura para escolas, postos públicos de acesso à net, prefeituras etc. Mas seus projetos não deram certos, também, até o momento. Parecem que a maldição financeira virou uma maldição política... E agora?
Calma. Não desista. Continue xingando seu computador, sua Internet - quem sabe, um dia não melhora. Afinal, quem disse que reclamar não adianta? Eu sugiro no entanto, que isso seja mais organizado. Que as escolas (especialmente elas) juntem seus alunos num volumoso abaixo assinado e exija Internet gratuita, de qualidade, para as comunidades envolvidas.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de junho de 2007
treino1
segunda-feira, 26 de março de 2007
Por que adotamos o Linux
Eis os mais fortes motivos: 1) serem gratuitos, não ferirem direitos autorais e reduzirem os custos do Projeto; 2) Serem “abertos”, isto é, permitirem modificações, tanto a nível externo, básico; quanto interno, avançado, possibilitando, por exemplo, que um grupo de alunos façam alterações e ‘versões’, e; 3) não terem ‘segredos fechados’, o aluno pode saber tudo sobre o programa, o que não freia a criatividade e a curiosidade, essencial não apenas na Informática Educativa, mas nas ciências em geral. Além disso, a comunidade Open Source, criadora desses softwares, possui grande acervo informativo, sempre visando um bem social, como gratuidade e qualidade da informação.
Esses softwares livres (GNU/Linux e outros que rodam ‘debaixo’ desse Sistema) foram criados em sua maioria por pesquisadores, estudantes (caso do próprio GNU/Linux, que foi criado pelo estudante Finlandês Linus Torvalds); e são os mais indicados para a Educação. Casos como o do Governo do Rio Grande do Sul, que retirou softwares Microsoft das escolas e implantou o GNU/Linux em toda comunidade escolar, economizando dinheiro, e ainda trabalhando a inclusão digital, é apenas um dos bons exemplos que os softwares livres são completos. Mas, para que funcionem educativamente precisam ser direcionados para tal, do contrário, perdem-se como Informática Técnica. O GNU/Linux não tem limites; o Microsoft Windows, por ser proprietário, do ponto de vista de Sistema Operacional, tem pois o código-fonte não está disponível para que vejamos o que há dentro dele. Conhecer esse código é um dos principais pilares para se compreender a era tecnológica, sendo Linux Open-Source (código aberto) não há melhor razão para aceitá-lo como padrão de estudo e uso.
O GNU/Linux tem o código disponível na Internet, gratuitamente, para qualquer estudante que deseje aprendê-lo ou ajudar no seu desenvolvimento. Da mesma forma, muitos softwares aplicativos são livres e possuem código comunitário.
Algumas fábricas de softwares argumentam que nas empresas não é necessário entender o código-fonte, a estrutura dos programas. Basta utilizá-lo para produzir e agilizar processos. Pode até fazer sentido em indústrias; o que não tem lógica é nas escolas e universidades, onde a matéria-prima é a informação.
Não podemos usar um produto desconhecendo como ele manipula informações, controla equipamentos, e o que acontece realmente “por trás”, enquanto o estamos obedecendo em sua frente, passivos, a seus comandos.
É necessário estudar, compreender, o código. E o primeiro passo é usar programas livres, que oferecem pleno acesso à estrutura-fonte, lógica e binária, de como determinado programa foi organizado.
Desta forma, alunos e professores poderão desenvolver suas próprias aplicações no futuro, sem dependências a soluções pré-moldadas, muitas vezes engessadas, desconhecedoras da realidade onde estão instaladas, e por vezes sem atender as reais necessidades dos usuários. Isso não significa que estudantes vão alterar estruturas binárias (código-fonte etc.) em seu primeiro contato com computadores; mas sim que, se um professor, de geografia, história, matemática etc., por exemplo, quiser aperfeiçoar um software de sua disciplina, complementá-lo, alterá-lo, ele pode fazê-lo se este software for GNU/Linux ou livre.
Em alguns meses de trabalho com alunos voluntários, pode-se encontrar na própria Rede e na comunidade Open Source, os recursos dos quais se precisa para esta tarefa e é aqui que podemos entender a importância do GNU/Linux no processo de ensino-aprendizagem: isto jamais seria possível, estudando via Microsoft Windows ou qualquer outro software proprietário. Nestes softwares seus códigos estão trancados a sete chaves, com regras e punições claras para quem tentar abrir seus segredos.
Esses softwares livres (GNU/Linux e outros que rodam ‘debaixo’ desse Sistema) foram criados em sua maioria por pesquisadores, estudantes (caso do próprio GNU/Linux, que foi criado pelo estudante Finlandês Linus Torvalds); e são os mais indicados para a Educação. Casos como o do Governo do Rio Grande do Sul, que retirou softwares Microsoft das escolas e implantou o GNU/Linux em toda comunidade escolar, economizando dinheiro, e ainda trabalhando a inclusão digital, é apenas um dos bons exemplos que os softwares livres são completos. Mas, para que funcionem educativamente precisam ser direcionados para tal, do contrário, perdem-se como Informática Técnica. O GNU/Linux não tem limites; o Microsoft Windows, por ser proprietário, do ponto de vista de Sistema Operacional, tem pois o código-fonte não está disponível para que vejamos o que há dentro dele. Conhecer esse código é um dos principais pilares para se compreender a era tecnológica, sendo Linux Open-Source (código aberto) não há melhor razão para aceitá-lo como padrão de estudo e uso.
O GNU/Linux tem o código disponível na Internet, gratuitamente, para qualquer estudante que deseje aprendê-lo ou ajudar no seu desenvolvimento. Da mesma forma, muitos softwares aplicativos são livres e possuem código comunitário.
Algumas fábricas de softwares argumentam que nas empresas não é necessário entender o código-fonte, a estrutura dos programas. Basta utilizá-lo para produzir e agilizar processos. Pode até fazer sentido em indústrias; o que não tem lógica é nas escolas e universidades, onde a matéria-prima é a informação.
Não podemos usar um produto desconhecendo como ele manipula informações, controla equipamentos, e o que acontece realmente “por trás”, enquanto o estamos obedecendo em sua frente, passivos, a seus comandos.
É necessário estudar, compreender, o código. E o primeiro passo é usar programas livres, que oferecem pleno acesso à estrutura-fonte, lógica e binária, de como determinado programa foi organizado.
Desta forma, alunos e professores poderão desenvolver suas próprias aplicações no futuro, sem dependências a soluções pré-moldadas, muitas vezes engessadas, desconhecedoras da realidade onde estão instaladas, e por vezes sem atender as reais necessidades dos usuários. Isso não significa que estudantes vão alterar estruturas binárias (código-fonte etc.) em seu primeiro contato com computadores; mas sim que, se um professor, de geografia, história, matemática etc., por exemplo, quiser aperfeiçoar um software de sua disciplina, complementá-lo, alterá-lo, ele pode fazê-lo se este software for GNU/Linux ou livre.
Em alguns meses de trabalho com alunos voluntários, pode-se encontrar na própria Rede e na comunidade Open Source, os recursos dos quais se precisa para esta tarefa e é aqui que podemos entender a importância do GNU/Linux no processo de ensino-aprendizagem: isto jamais seria possível, estudando via Microsoft Windows ou qualquer outro software proprietário. Nestes softwares seus códigos estão trancados a sete chaves, com regras e punições claras para quem tentar abrir seus segredos.
Dados de NTE
Núcleos.
Ao olharmos a tabela abaixo a realidade, vemos o quanto de chão teremos que percorrer para enfrentar a exclusão tecnológica.
Ao olharmos a tabela abaixo a realidade, vemos o quanto de chão teremos que percorrer para enfrentar a exclusão tecnológica.
| NÚCLEOS DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL – BRASIL1 | |
| REGIÃO | NTE |
| CENTRO-OESTE | 38 |
| NORDESTE | 91 |
| NORTE | 26 |
| SUDESTE | 141 |
| SUL | 79 |
| Total: | 375 |
1Fonte: http://www.idbrasil.gov.br, acessado em 20.02.06.
Os números, no entanto, não se referem somente à tecnologia. Quem não usa tecnologia não está apenas à margem do mundo moderno; é uma pessoa que lhe é negado dignidades essenciais, como água, alimento e educação básica.
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